Guilherme de Almeida
Guilherme de Andrade de Almeida
nasceu em Campinas, SP, em 24 de julho de 1890. Filho do
jurista e professor de Direito Estevam de Almeida,
estudou nos ginásios Culto à Ciência, de Campinas, e São
Bento e N. Sra. do Carmo, de São Paulo. Cursou a
Faculdade de Direito de São Paulo, onde colou grau de
bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1912.
Dedicou-se à advocacia e à imprensa de São Paulo e do
Rio de Janeiro. Foi redator de O Estado de São Paulo,
diretor da Folha da Manhã e da Folha da Noite, fundador
do Jornal de São Paulo e redator do Diário de São
Paulo. Em 1925 excursionou por alguns
estados (Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará) fazendo
conferências sobre a literatura modernista e lendo
poemas seus e dos demais poetas de 22: este ano foi, de
resto, o seu "ano modernista", em que escreveu
obras mais próximas da vertente lírico-nacionalista do
movimento (Meu, Raça). O poeta entra na Academia Paulista de
Letras em 1928 e na Brasileira de Letras em 1930. Mas
outra causa o afastaria da literatura durante alguns
meses. Em 1932, participa da revolução como soldado
raso do Batalhão da Liga de Defesa Paulista. "Ao
longo destes anos muitos me têm perguntado por que
motivo eu, poeta, tomei parte tão apaixonada num
movimento armado. Por um motivo: ser paulista." Mas
essa participação custou-lhe o exílio em Portugal. Voltando ao Brasil, continuou a
escrever, acrescendo à sua considerável bagagem literária
um grande número de traduções. A essência de sua poesia é o ritmo
no sentir, no pensar, no dizer. Dominou
amplamente os processos rímicos, rítmicos e verbais,
bem como o verso livre, explorando os recursos da língua,
a onomatopéia, as assonâncias e aliterações. Faleceu em São Paulo, SP, em 11 de
julho de 1969 aos 79 anos e certamente atingiu seu
objetivo de vida: escrever coisas bonitas, em prosa ou
poesia. "Pode-se escrever o que quiser, contanto que
seja belo. Sendo belo, está tudo desculpado,
compreendido e aceito." Veja
as poesias de Guilherme de Almeida editadas no site:
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